domingo, 28 de junho de 2009

Union Square Market


Um dos meus programas preferidos no verão em Nova York, é passear pelas feiras de rua, sejam elas de antiguidades, artesanato ou, principalmente, comida! A feirinha de produtos orgânicos do Union Square está entre as mais tradicionais da cidade, e também entre as que eu mais gosto. E não falo somente dos produtos, que são incríveis, mas também da criatividade dos produtores e vendedores, que, invariavelmente, me deixam com um sorriso no rosto.

Olhe só essa, vestida de abelhinha. Tem como não comprar?

 E o senhor do bacon abaixo? Bacon hypnosis??

                

Union Square Farmer’s Market

O ano inteiro: segundas, quartas, sextas e sábados das 8 às 18hs.

Union Square - 14 Street com Broadway

Oyster Bar - Grand Central



Quando em 1913 a principal estação de trem de Nova York, a Grand Central Station, foi construída, nasceu junto com ela um dos restaurantes mais tradicionais da cidade: o Oyster Bar. Localizado no andar de baixo da estação, este restaurante-caverna, atrai até hoje um público pra lá de eclético. Visite o local durante a semana, quando os investment bankers que trabalham na volta tomam conta do balcão de ostras e misturam-se com turistas nas mesas comunitárias do lado mais informal do restaurante. No lado formal, à esquerda de quem entra, senhores distintos esperam “to be seated” e disfrutam de longos almoços, regados a muitas garrafas de vinho. Não recomendo o Oyster Bar nos finais de semana, quando fica vazio e sem vida. O forte lá são mesmo as ostras, oferecidas em mais de 30 variedades, mas há muitas opções para quem não é fã delas. Tanto o New England (versão com batatas e manteiga) quanto o Manhattan (com tomate e ervas) clam chowder são ótimas pedidas e acompanham pães e bolachinhas que são uma delícia. O cardápio da ala “casual” do restaurante conta ainda com sanduíches, como o de salada de caranguejo e o de peixe frito. Na ala mais “chi-chi”, os especiais são os peixes, como a truta inteira grelhada ou o lemon sole.

    

   

A Grand Central é uma parada obrigatória para quem visita NY. Então por que não fazer uma boquinha nesse restaurante/ bar tão histórico??

 

Oyster Bar - Grand Central Terminal

Tel. 1 212.490.6650

89 East 42nd Street  New York, NY 10017

terça-feira, 23 de junho de 2009

Idéia de Canapé

Batata Chip com Rosbife e Maionese de Dijon


Poderia colocar a receita, mas acho que o nome deste petisco já fala por si mesmo. Uma base de chip de batata (pronta ou feita em casa), uma fatia fininha de rosbife, um pouquinho de maionese misturada com mostarda Dijon e uma ciboulette para finalizar. Simples e uma delícia. Bacana servir em uma bandeja ou prato sobre sal grosso. Yum...Yum...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Antiquário e Gastronomia

Um lustre verde pendurado próximo à janela de uma casa de antiguidades fisgou a minha atenção. Toquei a campainha, meio sem pensar, sem nem saber o que estava procurando. Um senhor elegante respondeu à porta e me deixou à vontade para conhecer o lugar. Uma banheira antiga, uma poltrona de veludo, entre tantas outras coisas prenderam meu olhar. Segui andando e percebi um lance de escadas. Me aventurei escada à baixo e foi quando vi um quadro com o “menu do dia”. Sem entender muito, prossegui e avistei uma pequena cozinha, cheia de panelas velhas, daquelas que fazem comida boa. Andando para o lado oposto, mais móveis antigos à venda, desta vez, basicamente mesas e cadeiras, uma eletrola e alguns lustres. Pensei comigo mesma que aquele seria o cenário para o restaurante perfeito.

De volta ao andar de cima, resolvi não perguntar nada ao tal senhor, com medo de cortar as asas da minha imaginação. Queria ir para casa imaginando um jantar romântico, naquele lugar mágico, cercado de história e bom gosto. Apressei o passo, mas a porta estava trancada e, ao abrir a porta para mim, Paulo, o tal senhor, me alcançou um cartão que dizia: “Forja: Antiquário e Gastronomia” e continha seu nome e de sua esposa, a responsável pelos jantares que acontecem todas as quintas-feiras à partir das 21hs, ao som de blues ou jazz ao vivo. Assim ele me explicou sem que eu perguntasse e para casa eu fui com todas as asas à imaginação que eu poderia desejar.

* * *

Voltei ao Antiquário na última quinta-feira à noite com alguns amigos. A banda ainda não estava tocando e nos deixaram à vontade para escolher um LP e colocar na eletrola. Eletrola??? Começamos com algumas bruschettas, um pouco de whisky e um vinho tinto português. Neste meio tempo, a banda começou a tocar e a garçonete veio anunciar os pratos do dia: bacalhau à Brás, ravioloni de batata e alecrim, e capeletti ao molho rústico de tomate. Também no cardápio, um creme de mandioquinha e de sobremesa somente torta de maçã, o carro-chefe da casa. Comemos, bebemos, curtimos o show e nem vimos o tempo passar... Encerramos o jantar e fomos acompanhados à porta por Paulo, o proprietário, ou melhor dizendo, anfitrião. Nos despedimos e agradecemos o jantar, da mesma forma que faríamos na casa de amigos ou familiares.

* * *

 Tenho que ser sincera e dizer que o serviço deixa a desejar e a comida é gostosa, caseira, mas não espetacular.  Mas o antiquário é muito mais do que isso. É um transporte a uma outra era, é inovador e conservador, estranho e familiar ao mesmo tempo. É algo raro; imperdível.

Quem diria que seria procurando móveis antigos para meu novo apartamento que eu faria minha primeira grande descoberta em São Paulo???

Forja Antiquário e Gastronomia

Rua Cardeal Arcoverde, 1479

Tel. 11 3812.1296 / 9900.7110

Pontos extras: a árvore de Ipê roxo que se pode ver do terraço da casa.  A mesa que fica na rua, embaixo de uma estufa: a melhor de todas.

 

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Receita para os namorados



Com o dia dos namorados chegando, me vi revirando meus livros de culinária em busca de uma receita para a data especial. Algo simples de preparar, mas sofisticado ao olhar e instigante ao paladar. Foi ai que encontrei essa receita de "Grilled Scampi Tails on Lemon and Chive Risotto", no livro "Entertaining", de Donna Hay. Modifiquei um pouquinho a receita original e o resultado segue abaixo.

Camarões Grelhados 
sobre Risotto de Limão Siciliano e Ciboulette

Ingredientes:

6-8 camarões gigantes
1 colher de sopa de azeite de oliva
2 dentes de alho picados
1 colher sopa de folhas de sálvia fresca
sal e pimenta do reino moída
Risotto
2 xícaras de caldo de galinha 
1/2 xícara de vinho branco seco
1 colher de sopa de azeite de oliva
1/2 cebola picada
1 colher de chá de casca de limão siciliano ralada
1 xícara de arroz arbóreo
1 1/2 colher de sopa de suco de limão siciliano
1/4 xícara de ciboulette picada
1/3 xícara de parmesão ralado
sal e pimenta a gosto

Preparo:

Para fazer o risotto, aqueça o caldo de galinha em uma panela. Em uma frigideira, aqueça o óleo e refogue a cebola até ficar translúcida. Adicione a casca de limão e o arroz e refogue por mais 2-3 minutos. Acrescente então o vinho branco e mexa até evaporar. Aos poucos, adicione o caldo de galinha quente, mexendo sempre até o risotto tomar uma consistência cremosa e o arroz estar macio mas ainda al dente (cerca de 25 minutos). Acrescente no final o suco de limão, ciboulette e parmesão. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Enquanto o risotto estiver cozinhando, prepare os camarões. Limpe os camarões, retirando a casca e mantendo somente o rabo. Tempere com sal e pimenta. Em uma frigideira, coloque o azeite de oliva e alho e refogue por 2-3 minutos, até que o alho comece a ficar dourado. Acrescente então as folhas de sálvia e o camarão e refogue por 4 minutos, virando-os na metade do cozimento. 

Sirva os camarões sobre o risotto e decore com mais ciboulette.

Perfeito para degustar com uma champagne gelada, à luz de velas, música rolando....

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Revisitando o Café Gitane



Já falei sobre o Café Gitane aqui no blog, sem dúvida um dos meus lugares favoritos de NY. Mas a saudade e o desejo de poder saborear outra vez as mordidas mais perfeitas, me faz voltar a ele. Com a chegada do verão na cidade, nada melhor do que sentar nas disputadas mesinhas azuis na calçada da Mott Street, para um almoço sem pressa, começando com vinho e acabando com cafezinho... E se você tiver sorte, o especial do dia será a salada de truta defumada, com cranberry, lentilha preta, rúcula, nozes e tomatinho cereja. Uma mistura inusitada e muito saborosa que venho tentando reproduzir em vão desde que experimentei pela primeira vez. 

Se alguém descobrir a receita, por favor avise!

Gitane's Smoked Trout Salad
Café Gitane
242 Mott Street   New York, NY 10012
Tel. 212.334.9552

Via Della Pace


Era apenas um restaurante italiano que gostávamos de ir. Astral bom, comida gostosa e pertinho de casa. Mas o Via Della Pace acabou ocupando um espaço muito maior em nossa memória e foi onde comemoramos com os amigos nosso casamento.

Queríamos um lugar aconchegante e íntimo e a sala subterrânea do restaurante proporcionou exatamente isto. Uma mesa longa para cerca de 25 pessoas foi montada e, sobre cada prato, um cardápio impresso repousava.

 

Via Della Pace

April 7th, 2006

 

Romana Bruschetta

Tradicional, with fresh tomatoes, basil and extra virgin olive oil

or

Vegetariano

Mixed grilled vegetables and smoked scamorza cheese

* * *

Ravioli D`Aragosta

Lobster ravioli in a Pink vodka sauce

or

Milanese di Pollo

Chicken Milanese with arugula and diced fresh tomatoes

* * *

Warm Apple Strudel

or

Chocolate Fondant Cake

or

Tiramisu

Comemos, bebemos, dançamos, rimos, nos emocionamos... E o Via Della Pace foi o lugar perfeito para comemorar nossa “data especial”.

 * * *

 “Pace” não se encontra muito por ali, mas o astral é sempre bom e a comida gostosa. Uma ótima opção para quem busca comida italiana simples, boa e barata.  Atenção apenas à forma de pagamento: cash only. Recomendo as degustações de vinhos, que são oferecidas normalmente nos domingos à noite. Perfeito também para um cálice de vinho e uma bruschetta no final de tarde, ou um café com dolci.

Via Della Pace

48 East 7th Street, New York, NY 10003

Tel. 212 253.5803

 

quarta-feira, 27 de maio de 2009

McSorley's Old Ale House


Novidade é o que não falta em NY. São dezenas de bares e restaurantes que abrem e fecham toda a semana. Mas poucos são os que sobrevivem aos altos baixos desse mundo louco.

Primeira guerra, segunda, Prohibition Era... bring it on! Nada disso foi o suficiente para abalar essa cervejaria que inaugurou em 1854 e segue firme e forte. É o estabelecimento, ainda em funcionamento, mais antigo da cidade.

Então aproveite e faça você também parte da história deste pub, por onde até John Lennon já passou. Mas só vá com vontade de beber muita cerveja, pois elas vêm em pares, uma clara e uma escura, mesmo que você não peça.

 

McSorley’s Old Ale House

15 E 7th St, New York  - East Village

Tel. (212) 473-9148

domingo, 24 de maio de 2009

No Mundo de Dorothy


Nunca pensei que fosse apreciar brunch, mas depois de mais de  3 anos em NY, acabei incorporando, ou melhor, me apaixonando por boa parte dos costumes americanos. A mistura de breakfast e lunch por lá é um “big deal”. Então, quando um dia me vi tendo que organizar um brunch para meus queridos amigos americanos, senti a pressão.

Comecei pesquisando na internet por lugares novos e bem cotados. Visitei o site do NY Times, depois o Eater.com, Chow e por ai fui. Sem muito sucesso, resolvi recorrer à biblioteca da minha memória e recordei uma noite de outono que me trouxe a resposta...

* * *

... 11 de setembro, 19hs: A Cocktail Party with Dorothy Hamilton

O convite chegou através da Déa, que imaginou que eu pudesse me interessar pelo assunto. Mal sabia ela o quão interessada eu estava. Dorothy Hamilton é um dos nomes mais importantes no meio da gastronomia em NY e, porque não dizer, nos EUA. Fundou o French Culinary Institute, hoje a escola de culinária mais conceituada de NY; faz parte do corpo de membros da James Beard Foundation e é host da série de TV “Chef’s Story”, onde entrevista chefs importantes da atualidade. O evento, organizado por uma ONG que busca arrecadar verba para comprar livros para crianças, tinha como atrativo o lançamento do novo livro de Hamilton, baseado na série de TV da qual é host. Foi um coquetel íntimo, para poucas pessoas na casa de uma das voluntárias da ONG, a Bia. Tudo correu bem, bebida, canapés, chocolates, mas o melhor de tudo foi poder estar lado a lado com Dorothy, ouvir as histórias que ela tinha para contar e, por alguns minutos, me sentir parte do mundo dela. E foi ai que lembrei que o mundo de Dorothy envolvia brunch no Telepan, um restaurante tradicional do Upper West Side, que ela afirmou ser um de seus favoritos. Se ela diz que é bom, eu digo amém.

* * *

Chegamos lá ao meio-dia em ponto; com reserva não se pode brincar. Achei o lugar um pouco mais chi-chi do que eu esperava e, por um minuto, pensei que meus amigos pudessem não gostar. Mas dai lembrei da Dorothy outra vez e recuperei minha confiança. O Pat e a Renée pediram drinks: Chipotle Blood Mary, uma versão bem picante do tradicional drink de tomate; e Perro Salado, uma mistura de tequila, suco de grapefruit e sal. Kalyan, Gustavo e eu ficamos no suco de laranja e degustamos a cestinha de pães e muffins enquanto estudávamos o cardápio. Os meninos optaram por pratos mais tradicionais, como apple sausage para começar e omelete de cogumelos como principal. Eu e a Renée preferimos experimentar algo novo. Ela começou com panquequinhas de ricota de cabra com copota de frutas secas e eu com um blini de batata e ciboulette, coberto com truta defumada e creme de cebola caramelada. Para o prato principal, fomos unânimes na decisão e provamos uma espécie de tortéi de ricota, com pedacinhos de moranga, cogumelos silvestres e redução de balsâmico, coberto por pinolli tostados. Dos deuses!


O Telepan é a pedida perfeita para um brunch depois de uma caminhada no Central Park, numa manhã de sol na cidade maravilhosa...

Telepan: 72 West 69th Street   New York, NY 10023   Tel. 212.580.4300

 

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Saudades de NY...


Saudades de Nova York. De acordar numa manhã fria, enfiar o casaco e comprar um café no caminho para o metrô. Observar as pessoas, perceber o imperceptível em meio à multidão. 

Saudades das cores da cidade, dos taxis amarelos vibrando sobre o asfalto; do céu azul que brilha por entre os prédios da Park Avenue.

Saudades dos cheiros. Cheiro de castanha assada na 5th Avenue, em frente à Saks; de bolinho saindo do forno na esquina sagrada da Magnólia Bakery no West Village; de peixe podre em Chinatown; de café em cada esquina.

Saudades de ler o NY Times nas quartas, revirar a sessão de gastronomia e sair em busca da mordida perfeita.

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As coisas mudaram um pouco nos últimos meses, e por isso deixei de escrever. Estou de volta à terrinha, desta vez em São Paulo, recomeçando a vida, perdas e conquistas, mas muito feliz. Sinto que tenho ainda bastante para escrever sobre NY, mas por um tempo, tive que me concentrar em outras coisas. Quero, daqui pra frente, relatar minhas experiências onde quer que eu esteja, e quero também falar de memórias, de sabores que vão pra sempre ficar gravados, de uma experiência de vida que nunca nem sonhei.

Desculpem a ausência. A blogger aqui está de volta.